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Obrigado pela visita! Continúa tudo agradável por estas bandas.
Voltarei mais vezes para ver as novidades.
Abração.
July 13
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Alentejano e EborenseMas eu sempre fui assim...Um Boémio,Sonhador,pela vida Apaixonado
4/16/2007 Jogo de SonetosSe tu viesses ver-me hoje à tardinhaA essa hora dos mágicos cansaços, Quando a noite de manso se avizinha, E me prendesses toda nos teus braços... Quando me lembra: esse sabor que tinha A tua boca... o eco dos teus passos... O teu riso de fonte... os teus abraços... Os teus beijos... a tua mão na minha... Se tu viesses quando, linda e louca, Traça as linhas dulcíssimas dum beijo E é de seda vermelha e canta e ri E é como um cravo ao sol a minha boca... Quando os olhos se me cerram de desejo... E os meus braços se estendem para ti... Florbela Espanca Tarde de mais... Quando chegaste enfim, para te ver Abriu-se a noite em mágico luar; E para o som de teus passos conhecer Pôs-se o silêncio, em volta, a escutar... Chegaste, enfim! Milagre de endoidar! Viu-se nessa hora o que não pode ser: Em plena noite, a noite iluminar E as pedras do caminho florescer! Beijando a areia de oiro dos desertos Procurara-te em vão! Braços abertos, Pés nus, olhos a rir, a boca em flor! E há cem anos que eu era nova e linda!... E a minha boca morta grita ainda: Porque chegaste tarde, ó meu Amor?!... Florbela Espanca 4/7/2007 Feliz Páscoa
Feliz Páscoa Tradição de dar ovo tem milénios (mas antes o ovo era de galinha mesmo) O Coelho representa da fertilidade O Ovo simboliza o início da vida
Agradeça aos confeiteiros franceses o ovo que você come na Páscoa hoje feito de chocolate. Caso contrário, você ganharia um belíssimo ovo de galinha para celebrar a data. Na Ucrânia, por exemplo, centenas de anos antes de era cristã já se trocavam ovos pintados com motivos de natureza - eles têm até nome, pêssanka - em celebração à chegada da primavera. Para deixá-los coloridos, cozinhavam-nos com beterrabas. Na época, pintavam os ovos (geralmente de galinha, gansa ou codorna) com imagens de figuras religiosas, como o próprio Jesus e sua mãe, Maria. Surgido por volta de 1500 a.C., na região do golfo do México, o chocolate era considerado sagrado pelas civilizações Maias e Astecas. A imagem do coelho apareceu na mesma época, associada à criação por causa de sua grande prole 2/14/2007 Silêncio e tanta gente......Às vezes é no meio do silêncio
Que descubro o amor em teu olhar É uma pedra Ou um grito Que nasce em qualquer lugar Às vezes é no meio de tanta gente Que descubro afinal aquilo que sou Sou um grito Ou sou uma pedra De um lugar onde não estou Às vezes sou também O tempo que tarda em passar E aquilo em que ninguém quer acreditar Às vezes sou também Um sim alegre Ou um triste não E troco a minha vida por um dia de ilusão E troco a minha vida por um dia de ilusão Às vezes é no meio do silêncio Que descubro as palavras por dizer É uma pedra Ou um grito De um amor por acontecer Às vezes é no meio de tanta gente Que descubro afinal p'ra onde vou E esta pedra E este grito São a história d'aquilo que sou Letra, Música - Maria Guinot 2/13/2007 Oh!...Gente da minha terra - MarizaLetra de Amália Rodrigues
Musica de Tiago Machado Ó Gente da minha Terra Agora é que eu percebi Esta tristeza que trago Foi de vós que recebi É meu e vosso este fado Destino que nos amarra Por mais que seja negado Ás cordas de uma guitarra Sempre que se ouve um gemido Duma guitarra a cantar Fica-se logo perdido Com vontade de chorar E pareceria ternura Se eu me deixasse embalar Era maior a amargura Menos triste o meu cantar 1/28/2007 As origens da língua Portuguesa...(1)
Não veja isto como um tratado da origem da língua Portuguesa… diria antes, que é um apanhado de um arrazoado de visitas a páginas da Web, encontradas aqui e ali e recordações de estudo com mais de 40 anos. Tenho a esclarecer e antes de julgar este trabalho, que este seu amigo, é mais da área das ciências, que das letras, gosta bastante de leitura, mas é pelo prazer do prazer, assim sendo e depois deste intróito de justificação, aqui vai, a minha pequena contribuição, para se entender a origem do falar e escrever Português. Escrevi, no meu espaço em Figuras do Trovadoresco galaico-português alguma matéria que pode completar este tema.( http://webintercam.spaces.live.com/blog/cns!185B8A0F5289E719!1386.entry) As Origens
O Indo-europeu é uma ampla família linguística que engloba a maior parte das línguas europeias antigas e actuais. Tem este nome porque corresponde à região geográfica que se estende da Europa e Irão até a Índia setentrional. São cerca de 450 línguas, faladas actualmente por três biliões de pessoas. Há muito tempo que se tem consciência da semelhança impressionante entre certas línguas. No final do século XVIII, alguns linguistas começaram a dar-se conta de que algumas línguas antigas da Europa e da Ásia, nomeadamente o latim, o grego e o sânscrito apresentavam semelhanças tão notáveis em suas gramáticas que indicavam a existência de uma origem comum. Essa célebre observação, feita em 1786 por Sir William Jones, marca o início do reconhecimento oficial do indo-europeu como uma família linguística. Logo ficou claro que o gótico (e as outras línguas germânicas), o persa antigo (e as outras línguas iranianas) e as línguas célticas também tinham origem comum, assim como as línguas eslavas, o albanês e o arménio. Um século mais tarde, textos escritos em várias línguas, há muito extintas, foram desenterrados na Anatólia e na Ásia Central. Depois de decifrados esses documentos, provou-se que haviam sido escritos em antigas línguas indo-europeias: o hitita (e algumas outras línguas da Anatólia), no primeiro caso, e o tocariano no segundo. Umas poucas outras antigas línguas indo-europeias foram descobertas em inscrições, mas são tão precariamente documentadas que pouco é possível saber a seu respeito.
As línguas românicas ou línguas latinas são um grupo de idiomas proveniente da família mais vasta das línguas indo-europeias, que se originaram a partir da evolução do latim (especificamente, do latim vulgar falado pelas classes populares). Actualmente, são constituídas pelos seguintes idiomas principais, também conhecidos como línguas neolatinas: português, espanhol, catalão, italiano, francês e romeno. Há também uma grande quantidade de idiomas usados por um menor número de falantes, como o galego, o occitano (de Provença, França), o sardo e o romanche, uma das línguas oficiais da Suíça; e dialectos (aragonês, asturiano, valenciano, e muitos outros espalhados pela Europa Central e pela América Latina). Distribuição geográficaLegenda: laranja-português; verde-espanhol; azul-francês; amarelo-italiano; vermelho-romeno (cores escuras indicam língua oficial; cores claras, língua de uso comum). Além de serem faladas em várias regiões da Europa, as línguas românicas são-no, igualmente, em diversos países de outros continentes, como nas Américas (principalmente na América Latina e Canadá, em Québec), África e Ásia. Devido à semelhança entre estes idiomas e na tentativa de promover e assegurar o plurilinguismo e o multiculturalismo da Europa, foram desenvolvidos, com o apoio da União Europeia, vários projectos interuniversitáios: · EuRom4 · Galatea (http://www.u-grenoble3.fr/galatea/recherche.htm) · Galanet (http://www.galanet.be) · EuroComRom (http://www.eurocom-frankfurt.de/language.htm) · Lalita (http://www.ciid.it/lalita/) O conceito que se encontra na base destes projectos é o de intercompreensão. Exemplos para compararO artigo 1º da Declaração Universal dos Direitos Humanos em várias línguas neo-latinas: Latim: OMNES HOMINES LIBERI ÆQVIQVE DIGNITATE ATQVE IVRIBVS NASCVNTVR. RATIONE CONSCIENTIAQVE PRÆDITI SUNT ET ALII ERGA ALIOS CVM FRATERNITATE SE GERERE DEBENT. Castelhano ou espanhol: Todos los seres humanos nacen libres e iguales en dignidad y derechos y, dotados como están de razón y conciencia, deben comportarse fraternalmente los unos con los otros. Aragonês: Toz os sers umanos naxen libres y iguals en dinnidá y dreitos. Adotatos de razón y conzenzia, deben comportar-sen fraternalmén unos con atros. Asturiano: Tolos seres humanos nacen llibres y iguales en dignidá y drechos y, pola mor de la razón y la conciencia de so, han comportase hermaniblemente los unos colos otros. Auvernês (noroccitano): Ta la proussouna neisson lieura moé parira pà dïnessà mai dret. Son charjada de razou moé de cousiensà mai lhu fau arjî entremeî lha bei n'eime de freiressà. Catalão: Tots els éssers humans neixen lliures i iguals en dignitat i en drets. Són dotats de raó i de consciència, i els cal mantenir-se entre ells amb esperit de fraternitat. Corso: Nascinu tutti l'omi libari è pari di dignità è di diritti. Pussedinu a raghjoni è a cuscenza è li tocca ad agiscia trà elli di modu fraternu. Francês: Tous les êtres humains naissent libres et égaux en dignité et en droits. Ils sont doués de raison et de conscience et doivent agir les uns envers les autres dans un esprit de fraternité. Friulano: Ducj i oms a nassin libars e compagns come dignitât e derits. A an sintiment e cussience e bisugne che si tratin un culaltri come fradis. Galego: Tódolos seres humanos nacen libres e iguais en dignidade e dereitos e, dotados como están de razón e conciencia, débense comportar fraternalmente uns cos outros. Italiano: Tutti gli esseri umani nascono liberi ed eguali in dignità e diritti. Essi sono dotati di ragione e di coscienza e devono agire gli uni verso gli altri in spirito di fratellanza. Leonês: Tolos seres humanos nacen llibres y iguales en dinidá y dreitos y, dotaos comu tán de razon y conciencia, débense comportare los unos colos outros dientru d'un espíritu de fraternidá. Occitano: Totes los èssers umans naisson liures e egals en dignitat e en dreches. Són dotats de rason e de consciéncia e se devon comportar los unes amb los autres dins un esperit de fraternitat. Picardo: Tos lès-omes vinèt å monde lîbes èt égåls po çou qu'èst d' leû dignité èt d' leûs dreûts. Leû re°zon èt leû consyince elzî fe°t on d'vwér di s'kidûre inte di zèle come dès frès. Português: Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade. Provençal: Tóuti lis uman naisson libre. Soun egau pèr la digneta e li dre. An tóuti uno resoun e uno counsciènci. Se dèvon teni freirenau lis un 'mé lis autre. Romanche: Tuots umans naschan libers ed eguals in dignità e drets. Els sun dotats cun intellet e conscienza e dessan agir tanter per in uin spiert da fraternità. Romeno: Toate fiinţele umane se nasc libere şi egale în demnitate şi în drepturi. Ei sînt înzestrate cu raţiune şi conştiinţă şi trebuie să se comporte unele faţă de altele în spirit de fraternitate. Sardo: Totu sos èsseres umanos naschint lìberos e eguales in dinnidade e in deretos. Issos tenent sa resone e sa cussèntzia e depent operare s'unu cun s'àteru cun ispìritu de fraternidade. Valão: Tos lès-omes vinèt-st-å monde lîbes, èt so-l'minme pîd po çou qu'ènn'èst d'leu dignité èt d'leus dreûts. I n'sont nin foû rêzon èt-z-ont-i leû consyince po zèls, çou qu'èlzès deût miner a s'kidûre onk' po l'ôte tot come dès frés. Retirado de http://www.geocities.com/linguaeimperii/Hispanic/hispanic_es.html temos então a distribuição linguística na Ibéria.
Celta Galaico Celta Central Celtíbero Otros dialectos celtas C20 Turdetani (ant. Cinetes) Ibérico Septentrional Ibérico Meridional Lenguas de Colonización Otras Lenguas Cronología 1550 a.C. Cultural del El Argar: en el sudoeste de la penínusla Ibérica c. 1000 a.C. Fundación de la colonia Agadir (Gades > Cádiz) por los fenicios c. 950 a.C. Penetración en la península de gentes de la Cultura de los Campos de Urnas 814 a.C. Fundación de Carthago, en el N. de África, por los fenicios de Tiro 654 a.C. Fundación de la colonia de Iboshim (Eubusus > Ibiza): comercio con el valle del Ebro 580 a.C. Fundación de la colonia de Emporion por los griegos focenses c. 450 a.C. Se inicia una fuerte activdad por parte de Carthago en el sur de la península 480 a.C. Mercenarios de la península ibérica (iberos, celtíberos, celtas) participan en batalla de Hímera 450 a.C. Inicios de la epigrafía ibérica 450 a.C. Comienzo de la Iberización del valle medio del Ebro 237 a.C. Amílcar Barca desembarca en Agadir para iniciar la conquista de la península Ibérica 228 a.C. Asdrúbal, yerno de Amílcar se casa con una princesa íbera y funda Qart Hadašt (Cartagena) 221 a.C. Victorias de Aníbal sobre los pueblos celtas del centro Iberia (Carpetanos) 219 a.C. Aníbal conquista la ciudad ibérica de Arse (Saguntum) 218 a.C. - 201 a.C. Segunda Guerra Púnica: con la participación de mercenarios hispánicos 217 a.C. Los romanos desembarcan en Hispania, y someterán algunos territorios 209 a.C. Los caudillos ilergetes Indíbil y Mardonio se rebelan contra la ocupación romana 206 a.C. Los romanos expulsan al ejército cartaginés de Hispania 195 a.C. Campaña del cónsul Catón contra los celtíberos 182 a.C. - Primera guerra celtíbera: se documenta el mayor ejército celtíbero conocido 35000 hombres 155 a.C. -138 a.C. Guerras contra los lusitanos: A partir del 147 a.C. acaudillados por Viriato 153 a.C. - 133 a.C. Segunda guerra celtíbera: Sometimiento de la ciudad arévaca de Numancia 104 a.C. Cimbrios y teutones invaden Hispania pero son derrotados por los celtíberos 78 a.C.-72 a.C. Guerras Sertorianas 29 a.C. - 19 a.C. Guerras Cántabras
Galaico-portuguêsGalaico-português é uma maneira já ultrapassada para designar uma língua extinta de que o português e o galego descendem, em geral conhecido como galego medieval pelos galegos, e como galaico-português pelos portugueses, mas, cada vez mais, como 'galego-português' por especialistas de todas as nacionalidades. A língua considera-se formada no século XII, principalmente como desenvolvimento do latim vulgar falado pelos conquistadores romanos a partir do século II d.C. No seu momento foi língua culta fora dos reinos da Galiza e de Portugal nos reinos vizinhos de Leão e Castela. Por exemplo, o rei castelhano Afonso X o Sábio, escreveu as suas Cantigas de Santa Maria em galego-português. A sua importância foi tal que se considera a segunda literatura durante a Idade Média só depois do Occitano. O documento da lírica galego-portuguesa mais antigo parece ser a cantiga satírica "Ora faz ost'o senhor de Navarra" de Johan Soares de Pavha, datado por alguns de 1196.
Documentos mais antigos em Galaico-PortuguêsRecentemente foi achado o documento mais antigo escrito na Galiza, o qual data do ano 1228, trata-se do Foro do bõ burgo de Castro Caldelas outorgado por Afonso IX em Abril do dito ano ao município de Alhariz (Galiza, Espanha). O mais antigo documento Latino-Português, encontrado em Portugal, é chamado de Doação à Igreja de Sozello, encontra-se no Arquivo Nacional da Torre do Tombo, é datado do ano de 870 d.C. A Notícia de fiadores (1175) é o documento Português mais antigo conhecido, com data. Recentemente descoberto, o Pacto dos irmãos Pais reivindica o título de texto mais antigo encontrado em Portugal, no entanto é apenas datável por conjectura, é provavelmente anterior a 1173. Outro documento, a Notícia de Torto, sem data, acredita-se que tenha sido escrito entre 1211 e 1216. O Testamento de Afonso II, é datado de 1214. Galego x Português da GalizaO idioma galego pode ser grafado à maneira portuguesa (usando dígrafos como lh e nh) ou à maneira espanhola (grafando os mesmos dígrafos como ll e ñ). O idioma galego propriamente dito, ou "galego isolacionista", "galego concórdia" ou "galego RAG" é grafado à maneira espanhola. Quando se escreve essas palavras à maneira portuguesa, costuma-se chamar de "galego reintegrado" ou "português da Galiza". A forma oral do galego é muito semelhante aos dialectos portugueses falados no norte de Portugal. Tradição oral na cultura galego-portuguesaO património cultural imaterial galego-português está presente nas tradições orais populares e é hoje um património em perigo de extinção, o que levou à sua candidatura conjunta pelos governos de Portugal e de Espanha à "Masterpiece of Oral and Intangible Heritage of Humanity" em 2005. O folclore galego-português é muito rico em tradições orais; estas incluem as “cantigas ao desafio” ou “regueifas”, mitos e lendas, cantigas, ditados e lengalengas, além dos falares que retêm uma grande semelhança ao nível morfológico e sintáctico, no léxico e na fonética. A tradição oral está ligada a diversas actividades tradicionais que se transmitem oralmente como as celebrações das festas populares tais como o entrudo, o magusto, as festas da coca, o são João, as festas marítimas, romarias, música e danças populares. Nos ofícios, como as actividades piscatórias, a agricultura e o artesanato, além de serem actividades que são transmitidas de geração em geração de forma verbal, cada actividade usa de um vocabulário específico. Também nos costumes, nos falares, nos bailes, nos rituais, na medicina tradicional e na farmacêutica popular, nas artes culinárias, nas superstições e crendices, existe todo um conhecimento que é transmitido oralmente. ControvérsiaGalego-português é um termo envolvido numa controvérsia entre os círculos académicos Mais raramente, o termo é também usado para designar um facto, objecto ou sujeito comum à Galiza e a Portugal, ou para designar algo relativo ou pertencente ao período em que a Galiza e Portugal formavam uma única unidade política no reino Suevo da Galécia antes de ser divido pelos visigodos nos condados de Gallizia e Portugallia. O mais antigo documento escrito em português.
Continua ...... 1/27/2007 As origens da língua Portuguesa...(2)Língua portuguesaOrigem: Wikipédia, a enciclopédia livre.Português Falado em: Angola, Brasil, Cabo Verde, Timor Leste, Guiné-Bissau, Macau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, e em outros 18 países. Total de falantes: 230 milhões (aprox.) Posição: 6ª como língua nativa ou segunda língua; 5ª como língua nativa [1]
Estatuto oficial Língua oficial de: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Macau, Portugal, São Tomé e Príncipe, Timor Leste. A língua portuguesa, com mais de 210 milhões de falantes nativos, é a quinta língua mais falada no mundo e a terceira mais falada no mundo ocidental. Idioma oficial único do Brasil, e idioma oficial, conjunto com outros idiomas, de Portugal (cuja segunda língua oficial é o mirandês), Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Macau, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste, é falada na antiga Índia Portuguesa (Goa, Damão, Diu e Dadrá e Nagar-Aveli), além de ter também estatuto oficial na União Europeia, no Mercosul e na União Africana. A situação da Galiza e do galego em relação ao português é controversa. De um ponto de vista político e, portanto, oficial, o Galego é uma língua porque assim o determinam os organismos de estado Espanhol e da Região Autónoma da Galiza, com legitimidade democrática. De um ponto de vista científico, a ideia de que o galego é uma variante dialectal da língua portuguesa reúne hoje um vasto consenso, sendo estudado a par com as restantes variantes do português nas universidades e centros de investigação linguística. Ver o artigo Língua galega). A língua portuguesa é uma língua românica (do grupo ibero-românico), tal como o castelhano, catalão, italiano, francês, romeno e outros. Assim como os outros idiomas, o português sofreu uma evolução histórica, sendo influenciado por vários idiomas e dialetos, até chegar ao estágio conhecido actualmente. Deve-se considerar, porém, que o português de hoje compreende vários dialectos e subdialectos, falares e subfalares, muitas vezes bastante distintos, além de dois padrões reconhecidos internacionalmente (português brasileiro e português europeu). No momento actual, o português é a única língua do mundo ocidental falada por mais de cem milhões de pessoas com duas ortografias oficiais (note-se que línguas como o inglês têm diferenças de ortografia pontuais mas não ortografias oficiais divergentes), situação a que o Acordo Ortográfico de 1990 pretende pôr cobro. Segundo um levantamento feito pela Academia Brasileira de Letras, a língua portuguesa tem, atualmente, cerca de 356 mil unidades lexicais. Essas unidades estão dicionarizadas no Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa . O português é conhecido como A língua de Camões (por causa de Luís de Camões, autor de Os Lusíadas), A última flor do Lácio, expressão usada no soneto Língua Portuguesa de Olavo Bilac ou ainda A doce língua por Miguel de Cervantes. Nos séculos XV e XVI, à medida que Portugal criava o primeiro império colonial e comercial europeu, a língua portuguesa se espalhou pelo mundo, estendendo-se desde a costa Africana até Macau, na China, ao Japão e ao Brasil, nas Américas. Como resultado dessa expansão, o português é agora língua oficial de oito países independentes, e é largamente falado ou estudado como segunda língua noutros. Há, ainda, cerca de vinte línguas crioulas de base portuguesa. É uma importante língua minoritária em Andorra, Luxemburgo, Namíbia, Suíça e África do Sul. Encontram-se, também, numerosas comunidades de emigrantes, em várias cidades em todo o mundo, onde se fala o português como Paris na França; Toronto, Hamilton, Montreal e Gatineau no Canadá; Boston, New Jersey e Miami nos EUA e Nagoya e Hamamatsu no Japão. Índice
HistóriaVer artigo principal: História da Língua Portuguesa. O português desenvolveu-se, na parte ocidental da Península Ibérica, do latim falado, trazido pelos soldados e colonos romanos desde o século III a.C.. A língua iniciou o seu processo de diferenciação das outras línguas românicas depois da queda do Império Romano e das invasões bárbaras no século V. Começou a ser usada em documentos escritos pelo século IX, e no século XV tornara-se numa língua amadurecida, com uma literatura bastante rica. Chegando à Península Ibérica em 218 a.C., os romanos trouxeram com eles a língua romana popular, o latim vulgar, de que todas as línguas românicas (também conhecidas como "Línguas novilatinas", ou, ainda, "neolatinas") descendem. Já no século II a.C. o sul da Lusitânia estava romanizado. Estrabão, um geógrafo da Grécia antiga, comenta num dos livros da sua obra Geographia: "Eles adoptaram os costumes romanos, e já não se lembram da própria língua." A língua tornou-se popular com a chegada dos soldados, colonos e mercadores romanos, que construíram cidades romanas normalmente perto de antigos povoados de outras civilizações. Entre 409 d.C. e 711, assim que o Império Romano entrou em colapso, a Península Ibérica foi invadida por povos de origem germânica, conhecidos pelos romanos como bárbaros. Os bárbaros (principalmente os suevos e os visigodos) absorveram em grande escala a cultura e a língua da península; contudo, desde que as escolas e a administração romana fecharam, a Europa entrou na Idade Média e as comunidades ficaram isoladas, o latim popular começou a evoluir de forma diferenciada e a uniformidade da península rompeu-se, levando à formação de um "Romance Lusitano". Desde 711, com a invasão islâmica da península, o árabe tornou-se a língua de administração das áreas conquistadas. Contudo, a população continuou a usar as suas falas românicas de tal forma que, quando os mouros foram expulsos, a influência que exerceram na língua foi relativamente pequena. O seu efeito principal foi no léxico, com a introdução de milhares de palavras. Os registos mais antigos que sobreviveram de uma língua portuguesa distinta são documentos administrativos do século IX, ainda entremeados com muitas frases em latim. Hoje em dia, essa fase é conhecida como o "Proto-Português" (falado no período entre o séculos IX e XII). Trecho de poesia Das que vejonon desejooutra senhor se vós non,e desejotan sobejo,mataria um leon,senhor do meu coraçon:fin roseta,bela sobre toda fror,fin roseta,non me metaen tal coita voss'amor!João de Lobeira Portugal tornou-se independente em 1143 com o rei D. Afonso Henriques. No primeiro período do "Português Arcaico" - Período Galego-Português (do século XII ao século XIV), a língua começou a ser usada de forma mais generalizada, depois de ter ganhado popularidade na Península Ibérica cristianizada como uma língua de poesia. Em 1290, o rei Dom Dinis cria a primeira universidade portuguesa em Lisboa (o Estudo Geral) e decretou que o português, até então apenas conhecido como "língua vulgar" passasse a ser conhecido como Língua Portuguesa e oficialmente usado. No segundo período do Português Arcaico, entre os séculos XIV e XVI, com as descobertas portuguesas, a língua portuguesa espalhou-se por muitas regiões da Ásia, África e Américas. Hoje, a maioria dos falantes do português encontram-se no Brasil, na América do Sul. No século XVI, torna-se a língua franca da Ásia e África, usado não só pela administração colonial e pelos mercadores, mas também para comunicação entre os responsáveis locais e europeus de todas as nacionalidades. A irradiação da língua foi ajudada por casamentos mistos entre portugueses e as populações locais e a sua associação com os esforços missionários católicos levou a que fosse chamada Cristão em muitos sítios da Ásia. O Dicionário Japonês-Português de 1603 foi um produto da actividade missionária jesuíta no Japão. A língua continuou a gozar de popularidade no sudoeste asiático até ao século XIX. Algumas comunidades cristãs falantes de português na Índia, Sri Lanka, Malásia e Indonésia preservaram a sua língua mesmo depois de terem ficado isoladas de Portugal. A língua modificou-se bastante nessas comunidades e, em muitas, nasceram crioulos de base portuguesa, alguns dos quais ainda persistem, após séculos de isolamento. Encontra-se também um número bastante considerável de palavras de origem portuguesa no tétum. Palavras de origem portuguesa entraram no léxico de várias outras línguas, como o japonês, o suaíli, o indonésio e o malaio. O fim do "Português Arcaico" é marcado pela publicação do Cancioneiro Geral de Garcia de Resende em 1516. O período do "Português Moderno" (do século XVI até ao presente) teve um aumento do número de palavras originárias do latim clássico e do grego, emprestadas ao português durante a Renascença, aumentando a complexidade da língua. Em Março de 2006, fundou-se em São Paulo o Museu da Língua Portuguesa. A língua portuguesa é, em alguns aspectos, parecida com a língua castelhana, tal como com a língua catalã ou a língua italiana, mas é muito diferente na sintaxe, na fonologia e no léxico. Um falante de uma das línguas requer alguma prática para entender capazmente um falante da outra. Além do mais, as diferenças no vocabulário podem dificultar o entendimento. Compare por exemplo: Ela fecha sempre a janela antes de jantar. (português) Ella cierra siempre la ventana antes de cenar. (castelhano) Em alguns lugares, o português e o castelhano são falados em conjunto. Enquanto que os falantes de português têm um nível notável de compreensão do castelhano, os falantes castelhanos têm, em geral, maior dificuldade de entendimento. Isto ocorre porque o português tem a maior parte dos sons do castelhano, mas possui alguns que são únicos. No português, por exemplo, há sons anasalados e, no dialecto de Portugal, o final das palavras não é pronunciado por completo. Essas peculiaridades dificultam a compreensão dos falantes castelhanos. O português é, naturalmente, relacionado com o catalão, o italiano e todas as outras línguas latinas. Falantes de outras línguas latinas podem achar peculiar a conjugação de verbos aparentemente infinitivos. Há muitas línguas de contacto derivadas do ou influenciadas pelo português, como por exemplo o Patuá macaense de Macau. No Brasil, destacam-se o Lanc-Patuá derivado do francês e vários quilombolas, como o cupópia do Quilombo do Cafundó, de Salto do Pirapora, SP[2] Distribuição geográficaVer artigo principal: Geografia da língua portuguesa. O português é primeira língua em Angola, Brasil, Portugal, São Tomé e Príncipe. E é a língua mais usada em Moçambique. A língua portuguesa é também a língua oficial de Cabo Verde e uma das línguas oficiais de Timor-Leste (com o tétum) e Macau (com o chinês). É bastante falado, mas não oficial, em Andorra, Luxemburgo, Namíbia e Paraguai. Crioulos de base portuguesa são a língua materna da população de Cabo Verde e de parte substancial dos guineenses e são-tomenses. O português é falado por cerca de 187 milhões de pessoas na América do Sul, 16 milhões de africanos, 12 milhões de europeus, dois milhões na América do Norte e 330 mil na Ásia. A CPLP ou Comunidade dos Países de Língua Portuguesa é uma organização internacional constituída pelos oito países independentes que têm o português como língua oficial. O português é também uma língua oficial da União Europeia, Mercosul e uma das línguas oficiais e de trabalho da União Africana. A língua portuguesa tem ganho popularidade como língua de estudo na África, América do Sul e Ásia. PadrõesO português tem duas variedades escritas (padrões ou standards) reconhecidas internacionalmente:
Empregado por cerca de 85% dos falantes do português, o padrão brasileiro é hoje o mais falado, escrito, lido e estudado do mundo. É, ademais, amplamente estudado nos países da América do Sul, devido à grande importância económica do Brasil no Mercosul. As diferenças entre as variedades do português da Europa e do Brasil estão no vocabulário, na pronúncia e na sintaxe, especialmente nas variedades vernáculas, enquanto nos textos formais essas diferenças diminuem bastante. As diferenças não são maiores que entre o inglês dos Estados Unidos e do Reino Unido ou o francês da França e de Québec. Ambas as variedades são, sem dúvida, dialectos da mesma língua e os falantes de ambas as variedades podem entender-se apenas com pequenas dificuldades pontuais. Essas diferenças entre as variantes são comuns a todas as línguas naturais, ocorrendo em maior ou menor grau, dependendo dos casos. Com um oceano entre Brasil e Portugal, e ao longo de quinhentos anos, a língua evoluiu de maneira diferente em ambos os países, dando origem aos dois padrões de linguagem simplesmente diferentes, não existindo um padrão que seja mais correcto em relação ao outro. É importante salientar que dentro daquilo a que se convencionou chamar "português do Brasil" e "português europeu", há um grande número de variações regionais. Um dos traços mais importantes do português brasileiro é o seu conservadorismo em relação à variante europeia, sobretudo no aspecto fonético. Um português do Século XVI mais facilmente reconheceria a fala de um brasileiro do Século XX como sua do que a fala de um português. O exemplo mais forte disto é o vocalismo atóno usado no Brasil, que corresponde ao do português da época dos descobrimentos. Este fato destrói todo um discurso muito comum no Brasil que procura minorar a herança portuguesa, valorizando apenas as influências africanas e italianas. Destrói também todo um discurso muito comum em Portugal que tenta fazer dos portugueses falantes com mais direitos e autoridade do que os brasileiros. Assim, a linguística não só retira qualquer autoridade de qualquer variante em relação às outras, como mostra que a distância entre as variantes e entre os seus falantes não é tão grande como muitos pensam. O que mais afasta as duas variantes não é o seu léxico ou pronúncia distintos (considerados naturais até num mesmo país), mas antes o facto, pouco comum nas línguas, de seguirem duas ortografias diferentes. Por exemplo, o Brasil eliminou os primeiros "c" (quando "cc", "cç" ou "ct") e "p" (quando "pc", "pç" ou "pt") sempre que não são pronunciados na forma culta da língua, um remanescente do passado latino da língua que persiste em muitas palavras no português europeu, dada a pronúncia diferente. Por seu lado, Portugal aboliu unilateralmente o trema em palavras como frequente, enquanto no Brasil esse sinal continua indicando quando o "u" deve ser lido. Durante muitos anos os dois países estiveram de costas voltados, legislando sobre a língua sem darem atenção um ao outro, nem aos restantes países lusófonos. Também, existem diferenças em acentos, devido a:
A Reforma Ortográfica de 1990Ver artigo principal: Acordo ortográfico de 1990. O Acordo Ortográfico de 1990 foi proposto para criar uma norma ortográfica única, ratificada pelo Brasil, Cabo Verde e Portugal, de que participaram na altura todos os países de língua oficial portuguesa e com a adesão da delegação de observadores da Galiza. Timor-Leste, não sendo um subscritor do acordo original, ratificou-o em 2004. Desde o Segundo Protocolo Modificativo ao Acordo Ortográfico, assinado em São Tomé, a 25 de Julho de 2004, aguarda-se que mais um Estado membro da CPLP (depois do Brasil e Cabo Verde) o ratifique para que o acordo entre em vigor. O acordo irá eliminar a maioria dos "c" quando "cc", "cç" ou "ct"; e "p" (quando "pc", "pç" ou "pt") do Português Europeu, o trema e acentos em palavras terminadas em "eia" no Brasil e irá adicionar pequenas novas regras. Um outro acordo foi feito para as novas palavras que entrarão na língua. DialetosA língua portuguesa tem grande variedade de dialectos, muitos deles com uma acentuada diferença lexical em relação ao português padrão, especialmente no Brasil. Tais diferenças, entretanto, não prejudicam muito a inteligibilidade entre os locutores de diferentes dialectos. O português europeu modificou-se mais do que as outras variedades. Mesmo assim, todos os aspectos e sons de todos os dialectos de Portugal podem ser encontrados nalgum dialecto no Brasil. O português africano, em especial o português santomense, tem muitas semelhanças com o português do Brasil. Ao mesmo tempo, os dialectos do sul de Portugal (chamados "meridionais") apresentam muitas semelhanças com o falar brasileiro, especialmente, o uso intensivo do gerúndio (e. g. falando, escrevendo, etc.) Na Europa, o dialecto "transmontano-alto-minhoto" apresenta muitas semelhanças com o galego. Um dialecto já quase desaparecido é o português oliventino ou português alentejano oliventino, falado em Olivença e em Táliga. Após a independência das antigas colónias africanas, o português padrão de Portugal tem sido o preferido pelos países africanos de língua portuguesa. Logo, o português tem apenas dois dialectos de aprendizagem, o europeu e o brasileiro. Note-se que, na língua portuguesa, há um dialecto preferido em Portugal e que deu origem à norma-padão: o de Lisboa (também chamado de Coimbra por ser falado na Universidade de Coimbra, mas que, no entanto, não é falado no resto dessa região). No Brasil, o dialecto preferido é o falado pelos habitantes cultos das grandes cidades (principalmente São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife e Brasília, os maiores centros difusores da língua e da cultura do país). Todos os dialectos, contudo, são mutuamente inteligíveis sem nenhuma dificuldade e nenhum pode ser considerado melhor ou mais correcto do que os outros. Dialectos de Portugal
Regiões subdialetais com características peculiares bem diferenciadas: · Dialectos portugueses setentrionais o Região subdialectal do Baixo-Minho e Douro Litoral. Inclui o Porto. Ouvir registo sonoro recolhido em Vila Praia de Âncora (Viana do Castelo). · Dialectos portugueses centro-meridionais o Região subdialectal da Beira Baixa e Alto Alentejo: zona centro-meridional. Ouvir registo sonoro recolhido em Castelo de Vide (Portalegre, Alentejo). o Região subdialectal do Barlavento do Algarve. Ouvir registo sonoro recolhido em Porches (Algarve). Um mapa mais preciso da classificação Lindley Cintra pode ser encontrado nesta página do Instituto Camões. Dialetos do BrasilHá pouca precisão na divisão dialetal brasileira. Alguns dialectos, como o dialeto caipira, já foram estudados, estabelecidos e reconhecidos por linguistas, tais como Amadeu Amaral. Contudo, há poucos estudos a respeito da maioria dos demais dialectos e, actualmente, aceita-se a classificação proposta pelo filólogo Antenor Nascentes e outros.
Dialetos de AngolaOutras áreas
Exemplos de palavras que são diferentes nos dialectos de língua portuguesa de três continentes diferentes: Angola (África), Portugal (Europa) e Brasil (América do Sul).
GramáticaOs verbos são divididos em três conjugações, identificadas pela terminação dos infinitivos, "-ar", "-er", "-ir" (e "-or", remanescente no único verbo, "pôr", juntamente com seus compostos; este verbo pertence, todavia, à conjugação de infinitivos terminados em "-er", pois tem origem no latim "poner", evoluindo para "poer" e "pôr"). A maioria dos verbos terminam em "ar", tais como "cantar". De uma forma geral, os verbos com a mesma terminação seguem o mesmo padrão de conjugação. Porém, são abundantes os verbos irregulares e alguns chegam a ser até mesmo anómalos: ir, ser, saber, pôr e seus derivados apor, opor, compor, despor, supor, propor, decompor, recompor, repor, sobrepor e antepor. Na Língua Portuguesa, os verbos são divididos em três modos, de acordo com o que exprimem:
Todos os substantivos portugueses apresentam dois géneros: masculino ou inclusivo e feminino ou exclusivo. Muitos adjectivos e pronomes, e todos os artigos, indicam o género dos substantivos a que eles se referem. O género feminino em adjectivos é formado de modo diferente dos substantivos. Muitos adjectivos terminados em consoante permanecem inalterados: "homem superior", "mulher superior", da mesma forma os adjectivos terminados em "e": "homem forte", "mulher forte". Fora isso, o substantivo e o adjectivo devem sempre estar em concordância: "homem alto", "mulher alta". O grau dos substantivos é, de uma forma genérica, representado pelos sufixos "-ão, -ona" para o aumentativo e "-inho, -inha" para o diminutivo, ainda que haja numerosas variações para representar esses graus. Os adjectivos podem ser empregados em forma comparativa ou superlativa. A forma comparativa é representada pelos advérbios "mais...que", "menos...que" e "tanto...quanto" (ou "como"), e a forma superlativa é representada pelas locuções "o mais" ou o "menos". Para representar o superlativo absoluto, pode-se ainda acrescentar os sufixos "-íssimo, -íssima" (alguns adjectivos, no entanto, fazem o superlativo absoluto com a terminação "-érrimo, -érrima", ou "-ílimo", "-ílima"). Os substantivos vêm geralmente acompanhados de um numeral, pronome ou artigo, assumindo variações de acordo com as funções sintácticas, a saber:
Os advérbios podem ser formados pelo feminino dos adjectivos, com o acréscimo do sufixo "-mente", por exemplo: certo = cert(a)mente. VocabulárioO Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, por Antônio Houaiss (1915 – 1999), filho de imigrantes libaneses e antigo Ministro da Cultura do Brasil, foi criado com o apoio de quase duas centenas de lexicografos de vários países e é o dicionário de língua portuguesa mais completo (cerca de 228 500 entradas, 376 500 acepções, 415 500 sinónimos, 26 400 antónimos e 57 000 palavras arcaicas). Inclui todas as variações da língua portuguesa: africanismos, asiacismos, brasileirismos e lusismos. Dedicando a sua vida à língua, Houaiss começou o seu trabalho em 1986, e morreu um ano antes do dicionário ser acabado pelos seus colegas, no ano 2000, sem ver o seu sonho tornar-se realidade. O dicionário está rapidamente a tornar-se uma referência na língua, sendo até classificado por alguns como um "monumento à língua". O Português, quer em morfologia e síntaxe, representa uma transformação orgânica do latim sem intervenção de qualquer língua estrangeira. Os sons, formas gramaticais e tipos sintácticos, com pequenas excepções, são derivados do latim. E, cerca de 90% do vocabulário ainda deriva da língua de Roma. Algumas mudanças tomaram corpo durante o Império Romano, outras tiveram lugar mais tarde. Na Idade Média Alta, o Português estava a erodir tanto como o francês, mas uma política conservadora reaproximou a língua ao latim. FonéticaA língua portuguesa contém alguns sons únicos para falantes de outras línguas tornando-se, por isso, necessário que estes lhes prestem especial atenção quando a aprendem. Visto a língua portuguesa não conter uma ortografia do tipo "uma letra para cada som", como por exemplo o croata, uma letra pode ter mais do que um único som, como a letra "x" que apresenta cinco sons distintos. Exemplos de FrasesOriginal Sustentava contra ele Vénus bela, suʃtẽˈtavɐ ˈkõtɾɐ ˈelɨ ˈvɛnuʒ ˈbɛlɐ sustẽtava ˈkõtɾa ˈeli ˈvenuz ˈbɛla Afeiçoada à gente Lusitana, ɐfɐi̯su̯ˈaða ˈʒẽtɨ luziˈtɐnɐ afejswada a ˈʒẽt̯ʃ luziˈtɜ̃na Por quantas qualidades via nela puɾ ˈku̯ɐ̃tɐʃ ku̯ɐliˈðaðɨʒ ˈviɐ ˈnɛlɐ pux ˈkwɜ̃tas kwaliˈdadʒis ˈvia ˈnɛla Da antiga tão amada sua Romana; dˈãtigɐ tɐ̃ũ ̯ ɐˈmaðɐ ˈsuɐ ʁuˈmɐnɐ da ˈɜ̃tʃiga tɜ̃w̃ aˈmada ˈsua xoˈmɜ̃na Nos fortes corações, na grande estrela, nuʃ ˈfɔɾtɨʃ kuɾɐˈsõĩ ̯ʃ nɐ ˈgɾɐ̃dɨʃˈtɾelɐ nus ˈfɔɾtʃis koɾaˈsõj̃s, na gɾɜ̃dʒi isˈtɾela Que mostraram na terra Tingitana, kɨ muʃˈtɾaɾɐ̃ũ ̯ nɐ ˈtɛʁɐ tĩʒiˈtɐnɐ ki mɔsˈtɾaɾɜ̃w̃ na ˈtɛxa tʃĩʒiˈtɜ̃na E na língua, na qual quando imagina, i nɐ ˈlĩgu̯ɐ nɐ ku̯aɫ ˈku̯ɐ̃du̯imɐˈʒinɐ i na ˈlĩgwa, na kwaw ˈkwɜ̃dwimaˈʒĩna Com pouca corrupção crê que é a latina. kõ ˈpokɐ koʁupˈsɐ̃ũ ̯ kɾe ki̯ɛ ɐ lɐˈtinɐ kõ ˈpo:ka koxupˈsɜ̃w̃ kɾe kjɛ a laˈtʃina Curiosidades
Notas
Ver também
Dicionários on-line
Ferramentas de apoio à escrita do portuguêsLigações externas
Links de visita obrigatória
Uma língua de cultura como a nossa, portadora de longa história, que serve de matéria prima e é produto de diversas literaturas, instrumento de afirmação mundial de diversas sociedades, não se esgota na descrição do seu sistema linguístico: uma língua como esta vive na história, na sociedade e no mundo. 1/12/2007 Recordar... tambem é viverNa continuação de um post anterior, volto a recordar músicas e canções, que ocupavam as horas de ócio, quando longe da família, dos amigos e de todos aqueles que sempre conheci e que me queriam bem, mas junto de uma fraternidade de novos amigos, companheiros inseparáveis de bons e maus momentos, em longas tardes e noites, estes sons nos acapanharam e nos traziam memórias de estar e sentir… como nos sentíamos bem ouvindo estas musicalidades!.
Eram ouvidas, enquanto o pensamento voava, ou quando escrevíamos as longas cartas diárias, para a família, à namorada e até mesmo para as Madrinhas de Guerra. Madrinhas de Guerra eram as moças e mulheres que disponibilizavam algum do seu tempo, para escrever aos mobilizados, que lá longe iam efectuando o seu serviço militar. Uma espécie primária e antecipada dos orkuts de hoje, fotoblogs e messengers.. Muitos deles se casaram com as suas Madrinhas de Guerra.
Imagem de uma ‘Aerograma’ simples folha A4 , leve muito leve, para não ter peso , que a rapaziada era muita, estes eram disponibilizada aos militares,familiares e amigos, para troca de correspondência totalmente gratuita.
Madrinha de Guerra, como se algo assim fosse possível de imaginar. Mas sim existiam e serviam para escrever aerogramas aos soldados da guerra colonial, algumas o faziam com entusiasmo, por também precisarem de ombro. A guerra - essa era algo que nem sabiam bem porque existia.
Muitas perdidas na angústia da distância que as envolvia numa tristeza diária, na esperança de um retorno muitas vezes não acontecido, tentavam construir os seus afectos, divididos, nem mesmo sabiam o que tinham com África. Esse continente distante que lhes engolia quem mais pensavam querer.
Tudo fingia mais calma, ninguém falava nos mortos e estropiados abertamente, tabu necessário à sobrevivência do regime.
As mulheres construíam os seus sonhos com pessoas que mal conheciam, na ânsia de amarem e serem amadas. Amavam perdidamente as poucas linhas que lhes chegavam, alimento das feridas tão fundas num mundo tão desigual.
O Avião, mais esperado… uma vez por semana… (mas por vezes não vinha e a tristeza ficava instalada nos rostos dos jovens soldados) … trazia as cartitas da família e dos amigos que deixaram lá longe… sempre que havia correio… era ver toda aquela juventude, a correr cada um para seu canto, para a gulosa leitura da correspondência.
Por aquela porta ficava um quarto de 2,5x2,5 m feita de canas de bambu, aglutinadas com barro e revestidas com um pouco de cimento onde dormiam 4 graduados, um deles era este vosso amigo, que se encontra sentado, no cimo de um bidão, cheio de terra para protecção de qualquer coisa, que assobiando viesse do céu e que no terreiro caindo, espalha-se a sua reluzente carga.
Claro que continuo levezinho, para não doer.
Claro que lhes ofereço esta cadeira desenhada e feita por este vosso amigo, para devidamente instalados possam usufruir das delícias destas músicas, podem saboreiem então uma bebida que aprendi a gostar…(Mais tarde e no Brasil)... ‘Caipirinha’. Click aqui para ouvir o ruído de fundo que acompanha este post 1/11/2007 Canções do século passadoNe me quitte pas(Jacques Brel) Ne me quitte pasIl faut oublierTout peut s'oublierQui s'enfuit déjàOublier le tempsDes malentendus Et le temps perduA savoir commentOublier ces heuresQui tuaient parfoisA coups de pourquoiLe coeur du bonheurNe me quitte pasNe me quitte pasNe me quitte pasNe me quitte pasMoi je t'offriraiDes perles de pluieVenues de paysOù il ne pleut pasJe creuserai la terreJusqu'après ma mortPour couvrir ton corpsD'or et de lumièreJe ferai un domaineOù l'amour sera roiOù l'amour sera loiOù tu seras reineNe me quitte pasNe me quitte pasNe me quitte pasNe me quitte pasNe me quitte pasJe t'inventeraiDes mots insensésQue tu comprendrasJe te parleraiDe ces amants-làQui ont vu deux foisLeurs coeurs s'embraserJe te raconteraiL'histoire de ce roiMort de n'avoir pasPu te rencontrerNe me quitte pasNe me quitte pasNe me quitte pasNe me quitte pasOn a vu souventRejaillir le feuD'un ancien volcanQu'on croyait trop vieuxIl est paraît-ilDes terres brûléesDonnant plus de bléQu'un meilleur avril Et quand vient le soir Pour qu'un ciel flamboie Le rouge et le noirNe s'épousent-ils pasNe me quitte pasNe me quitte pasNe me quitte pasNe me quitte pasNe me quitte pasJe ne vais plus pleurerJe ne vais plus parlerJe me cacherai làA te regarderDanser et sourireEt à t'écouterChanter et puis rireLaisse-moi devenirL'ombre de ton ombreL'ombre de ta mainL'ombre de ton chienNe me quitte pasNe me quitte pasNe me quitte pasNe me quitte pásClick aqui para ouvir o ruído de fundo que acompanha este post 1/8/2007 Horas Perdidas....
Num passeio, nos que faço regularmente pela Net, bisbilhotando, e Quadros que recordo…. Dos tempos de menino e moço…
Foto 1 – Criança junto a palhota Foto 2 – Por do Sol na Picada em pleno Mato Foto 3 – esperando por alguma guloseima Foto 4 – Mulher carregando água e levando filho ás costas Foto 5 – Picada fora… mulher enrolada na capulana com filho ao peito, provavelmente mamando e filho mais velho levando o outro irmão Foto 6 – Em Luatize … pastor alemão de nome Gringo, estes dois tornaram-se bons companheiros, até ao dia em que o destino os separou. Um dia destes eu continuo-o, mas levezinho, para não doer. Agora é relaxar um pouco, tomar o sumo da tarde, seja de fruta ou semente, ou um preparado das mesmas … mas destilado também serve. Ouvir e recordar momentos passados… ao som desta maravilhosa orquestra. Click aqui para ouvir o ruído de fundo que acompanha este post 1/1/2007 São Rosas senhor.... são RosasAs duas rosas. Castro Alves Não podia deixar de entrar no Ano Novo, abandonando o Ano Velho, sem um olhar e uma homenagem ao meu Roseiral. 12/28/2006 Feliz ano de 2007Termina um Ano! Talvez sem frutos próprios, problemas, tragédias! Mas tudo têm o seu fim, como teve o seu começo! O Natal do Senhor foi o começo de uma nova era! E o ano que está terminando será o começo para uma ano melhor!
Desejo a todos os meus amigos para 2007 ... muita Saúde, muito Amor, e muita Paz!... e a realização dos vossos desejos e projectos pessoais. Deste vosso amigo um abraço bem fraterno... E por favor sejam felizes... Lá se vai o Ano Velho Antonio Manoel Abreu Sardenberg
11/7/2006 Fragmentos Africanos (1) - As Hienas também choramEstas, são também as minhas palavras, com subscrição total. Que em alguns momentos, da minha vida, foi uma realidade. Uma vivência de dia a dia... como esquecer o pôr do Sol, o cheiro da terra A foto acima é uma 'Polaroid', que um camarada me tirou, certo dia, em certa picada... João Carlos Sarabando, autor de «As hienas também choram», em entrevista... “As guerras são um negócio” 11/6/2006 Vivências(4)...Continuação ... e no arregaçar das mangas...O Cordel Alentejano... também existe?...Mesmo antes de ir explorar a Poesia Alentejana não poderei deixar de anotar as decimas seguintes e a resposta, não há banda do agasalho, mas a um apontamento, que as referidas décimas citam, ‘Em delírios pipianos ‘ e que os leitores deste meu ‘post’ poderão seguir clicando no link indicado.
Décimas do bando do agasalhoMesmo não tendo um tostão, Foi a Costa do Castelo, A Naundinha também veio. A golpes d’O Bisturi Foi muito animado sim, João Fernando In http://cidadaodomundo.weblog.com.pt/arquivo/027515.html Em resposta aos ‘Em delírios pipianos’ acima indicados (aqui fica o link, não pelo interesse geral mas para entendimento da resposta). Décimas de refutação in http://abrupto.blogspot.com/2003_06_01_abrupto_archive.html Sem dúvida …estamos na presença de literatura de cordel…. O cante, Poesia e Poetas contemporâneos do Alentejo O cante alentejano tem o sentido do amor, da saudade e da tristeza, embora associados também a outros motivos. Das 206 modas do Cancioneiro Alentejano, 114 falam do Amor. Por exemplo as modas “Lindo Amor”, “Ao romper da bela aurora” e “Ribeira vai cheia”, etc. Das restantes 92, a maior parte canta a saudade. Por exemplo “O Meu Baleizão”, “As cobrinhas de água”, “Já morreu quem me lavava”, etc. 6 modas cantam a morte e 17 cantam a tristeza. Cantam a morte as modas “Lindo Amor”, “Solidão” e “Já morreu quem me lavava”. Cantam o sofrimento as modas “Anda cá senta-te aqui”, “Ó Maria Rita” e “Suspiros ais e tormentos”, etc.
Assim definido, o cante alentejano representa a cultura popular tradicional do povo do Alto e Baixo Alentejo, de um extraordinário, com a sua identidade própria, as suas características específicas e a sua peculiar interpretação. Esta cultura mergulha as suas raízes no sistema musical medievo, numa perfeita simbiose de modas e de tons, fruto da evolução da música no período renascentista. Esta cultura traduz a perfeita imagem do povo alentejano, no seu quotidiano, durante séculos, e que se mantêm viva, em toda a sua beleza sentimental e nostálgica, que embalou, a sua gente, a fez trabalhar, cantar, chorar, sofrer rezar e morrer, numa epopeia bem digna da pena de um novo ainda que rústico épico. A Vila Alentejana que deu o nome à Cuba do Galego “Fidel”
Pode ler um apontamento maior em : http://webintercam.spaces.live.com/blog/cns!185B8A0F5289E719!1264.entry Cantares de alguns Grupos Alentejanos (Pode ouvir as canções clicando nos seus nomes) Grupo RONDA DOS QUATRO CAMINHOS Olha o Rouxinol com os Cantares de Évora Grupo ADIAFA "As Meninas da Ribeira do Sado" Grupo CANTOS D'AURORA Grupo CANTO MOÇO Grupo TRIGO LIMPO Mais 'Cante Alentejano' http://www.joraga.net/gruposcorais/pags/06tertuliaCANTOdoCANTE.htm http://www.joraga.net/gruposcorais/tertuliaCCante/Planicie%20Alentejana1%20(Pedro-Luis).WAV http://www.monsarazgrupocultural.com/musicas/monsarazvarandadoalqueva.mp3 Poesia e Poetas contemporâneos do Alentejo «A palavra “romance”, que primitivamente significava a língua falada em Portugal até ao aparecimento do português proto-histórico, passou, depois, a designar história em verso, feita por autor desconhecido, e que o povo cantava nas suas actividades. (*) Joaquim Alves Ferreira, in LITERATURA POPULAR O CALOTEIRO Senhor José, não me paga? in ROMANCEIRO (I vol.) LITERATURA POPULAR Entrevista ao Poeta da terra:1 – Quem é o Poeta da terra? Chamo-me Anastácio José de Deus, tenho 79 anos feitos a 10 de Fevereiro, e já estou reformado. Trabalhei 30 anos nas pedreiras em Pardais; era desbastador das pedras mármores e trabalhava com uma broca. 2 – O que é ser Poeta? Poeta é um homem que sabe fazer poemas, cantigas ou décimas. É preciso ter vocação e saber dizer o que lhe vai na alma. 3 – Com que idade começou a fazer poesia? Comecei por volta dos 18 anos nos bailes. 4 – Frequentou a escola? Até que idade? Frequentei a escola até à 3ª classe e fiz a 4ª já em adulto na tropa, na escola militar. 5 – A que dedica as suas poesias? Onde se inspira? As minhas poesias falam sobre a política, sobre as pessoas, sobre a reinação, sobre o amor, festas, animais, sobre outras terras. 6– Gostava de ter um livro seu?
7 – O que faz nos seus tempos livres? Cuido da horta, cuido da esposa e limpo oliveiras.
8 – Que poema até hoje gostou mais de fazer? Porquê? Gostei muito das décimas que dediquei á minha mula que teve durante 13 anos.
9 – É difícil escrever poesia? Quem o ensinou? Para quem sabe não é difícil. Aprendi com todos que também sabiam dizer poesia. 10 – Onde costuma dizer os seus poemas e a quem? Já participei em alguns encontros de Poetas, mesmo fora da região; quando era mais novo dizia os poemas entre os amigos na taberna, no trabalho e quando havia festas também dizia poesia a maioria décimas. 11- Onde se inspira para a sua poesia? Na vida do dia-a-dia, no que acontece de importante, nas pessoas ou animais e quando estou descansado. A foto acima é do poeta popular”Anastácio José de Deus” Tradição dos Orvalhos (Aldeia do Concelho do Alandroal) Em todo o Alentejo existem muitas pessoas que usam a poesia para se exprimir em muitas situações. Geralmente em grupos de amigos, à volta do petisco, acompanhado do bom copo de vinho que dá asas à inspiração. Por isso há mais homens do que mulheres a fazer poesia. A poesia popular alentejana deve ser divulgada e protegida. Umas das formas de poesia popular são as Décimas. As Décimas são versos ditos de cabeça e têm regras rígidas de rima: - A primeira rima com o quarto e o quinto versos; o segundo com o terceiro; o sexto com o sétimo e o décimo; o oitavo com o nono.
POETAS POPULARES DO ALENTEJO(Distrito de Évora) AUGUSTO GARCIA TOUCINHO MOTE O que nasce é para morrer Traz o destino marcado Racionais e irracionais À morte não escapa nada Depois de a vida acabar MOTE Temos os astros em guerra Aonde é que isto irá parar Estão os povos alarmados Não devia haver falsidade Luta-se por todo o lado JOAQUINA MARIA DE JESUS GOMES Natural: Santiago Maior MOTE O que tenho vai chegando Tanto que eu tenho trabalhado Três filhas que eu tenho Há-de ser o que Deus quiser Tudo bate à minha porta QUADRAS Levantei-me um dia cedo Quem morreu p´ra nos salvar A minha imaginação Era o juízo final Eu vou tentar ser melhor QUADRAS A vida contém beleza Tu nasceste p´ra viver Como é belo saber viver Olha!... Não chores, sorri Mostra-me o teu sorriso
ANTÓNIO MANUEL MARCELINO
Em mil nove dois e três Toda a vida pobrezinho Trabalho por obrigação Quantas vezes eu sozinho ANTÓNIO MANUEL SANTOS SERRA Natural: Horta do Jarego de Cima MOTE Vou dizer o que ganhava Ganhava sete galinhas Eu ganhava muito pouco Tinha uma ovelha com ronha Eu tinha uma burra cega Nome: AUSENDA VICÊNCIA BALSANTE RIBEIRO MOTE Na província Alentejana Ser sua filha me apraz Julgam-no concelho pobre Não há no país inteiro
Ser mãe é ser diferente, Alegria jamais sentida, Germinar de um novo ente; Um filho de nós nascido, SONHO COLORIDO Se eu fosse um pintor
JOSÉ ANTÓNIO PAIS Natural de Hortinhas
Quando eu era solteiro estava
Quando tu mais vás ralhando Se eu andasse a trabalhar O tempo da mocidade
Eu ontem apanhei um tordo Vilas, cidades e aldeias
Isto é estar-me a gabar
Sabem que há pássaros no ar
Às vezes ponho-me a pensar
Termino esta Saga com um poema de um dos nossos maiores poetas ‘José Régio’ ele também um apaixonado pelo Alentejo e pelas suas gentes. Fado dos Pobres Aquela antiga beleza Aquela rapariguinha,
Pode ver pelo dicionário colocado neste espaço, algumas das palavras do ‘falar’ Alentejano: http://webintercam.spaces.live.com/blog/cns!185B8A0F5289E719!1277.entry Ao ver o capote da figura, não posso deixar de ‘malembar’ dos tempos de escola, onde toda a rapaziada tinha um capote, como o da figura, ainda tenho um, tem na gola pele de raposa, que meu pai mandou colocar, para que eu não me esquece-se, do ano que reprovei.
Esta SAGA ao fim chegou Alentejano, Poeta Teu Cante, é bem formoso Eu agora, pus-me a pensar Tem cordel de realejo Agora... e com estes... tenho a certeza …. Pirei de vez… No próximo 'post' … vou escrever sobre África (Moçambique, “eu menino e moço dos 22 aos 24- no local, onde os homens também choram e gritam pela mãe, sem vergonha nem pudor”). 11/5/2006 Vivências(3)...Continuação ... e no arregaçar das mangas...“Cabra da peste”, é como são chamadas as pessoas que nascem no Nordeste Brasileiro, pessoas corajosas, valentes e boas e que, desde cedo, enfrentam os problemas causados pela seca,. Asa Branca Quando oei a terra ardendo clik aqui para abrir o Link da canção Asa Brancaé uma canção de autoria da dupla Luís Gonzaga e Humberto Teixeira, composta em 1947. Foi cantada por Luis Gonzaga e posteriormente por vários artistas ( Fagner, Caetano Veloso) etc. O tema da canção é a seca no Nordeste brasileiro muito intensa, a ponto de fazer migrar até a ave asa-branca, obriga um rapaz a mudar da região. Ao fazê-lo, ele promete voltar um dia para os braços do seu amor. Tive conhecimento do poema e da canção por Dilma Damasceno (http://dd-vivendo-e-aprendendo.spaces.live.com/). Na continuação, do desafio “do arregaçar das mangas” … depois da introdução em vivências (1) e após procurar as raízes da Literatura de Cordel, em que o Brasil é o fiel depositário e continuador das trovas jogralescas de antanho tentarei, mesmo que de uma maneira simples e pouco rebuscada, dar alguns exemplos desta simples, mas bastante elaborada maneira de se fazer poesia. (alvitro a todos aqueles, que se queiram debruçar sobre o tema, a visitarem o espaço da Dilma elas os receberá condignamente como uma Nordestina e amiga da Natureza o sabe fazer). “O mundo parece ser feito de coisas que agente vê nele. Mas há outras que não vemos, embora existam. São as coisas que lemos. Elas estão escondidas no meio das letras. É preciso ler para que elas apareçam directamente em nossas cabeças. Se não lemos, todas essas coisas que estão guardadas nos livros não aparecem para nós. Quem não lê, só vê uma parte das coisas do mundo.” Extracto de um apontamento da capa “Dicionário dos Sonhos” de “J.Borges” neste seu livrinho de Cordel e produzido pelo Ministério da Edução do Brasil. Em Vivências (1) falei de J.Borges hoje coloco aqui: http://www.ablc.com.br/Lenda do Caipora Autor: Gonçalo Ferreira da Silva A humana criatura Diz a gênese mosaica Assim também são as lendas
De acordo com tais lendas
E o caçador prudente Senão estará sujeito
Outras vezes algo estranho Outro artifício que é
“Hoje não é o meu dia” Agora o caçador sente
Pedras à feição de trempes Mas depois da hora-grande
E assim pra todo lado
Um caçador nos contou Quando entrou na mata virgem
Quando ia dirigir-se E enfiando o ferrão
Repetiu com o segundo A seguir o caipora
Logo o caçador pensou: Chegando em casa, sequer
E foi dormir levemente O sol já estava alto...
Quando o vaqueiro apeou Sem querer teve o ferreiro
Disse o vaqueiro: _ O ferrão Fim Outro Autor … apontamento retirado na integra do sitio do mesmo.
http://www.soutomaior.eti.br/mario/ nos links seguintes pode acompanhar a voz do autor. http://www.soutomaior.eti.br/mario/arquivos/taperinha(11).wma http://www.soutomaior.eti.br/mario/arquivos/deserto(2).wma http://www.soutomaior.eti.br/mario/arquivos/poema(13).wma
O ispêio Zequinha de Filomena A gamela inté foi fáci Gamela, prá quem num sabe Dêxa a gamela prá lá Tinha qui comprá tomém Chumbo prá caçá lambu, Já depôi das compra feita, Na barraca, bem surtida, Ele comprô o negoço Chegano im casa iscondeu E, todo dia, ele ia Inté qui um dia a muié Apruveitano qui um dia Gritô, chamano: – Mamãe, – Vô preguntá pru safado Ele vai tê qui isplicá A véia, tomém chorosa, E quano a véia oiô – Minha fia, qui disgraça! – Minha fia, seu casoro – Fia minha, mi adiscurpe Quano Zequinha chegô Zequinha só apanhava Quano Zequinha acordô, Zequinha só pidiu água Ele tentô inguli – Agora você vai vê Zequinha si ajueiô, Se inguli num foi fáci Inté qu’ um dia, o coitado Puracaso ia passano Dibaxo do cajuêro Como tava mei iscuro Ficô oiano prá cima O vaquêro oiô di novo, Mai, mêrmo assim, arriscô – Ispiano bem mió – Óia aqui, meu camarada, Sites visitados: http://www.cabrasdapeste.hpg.ig.com.br/principal1.htm http://www.joraga.net/gruposcorais/pags/02outrasObrasX.htm http://www.maricell.com.br/maricell_md.htm
Os Repentistas O que são os "Repentistas"? Uma dupla que improvisa (o "repente"), sobre os mais variados temas, ao som de uma música extremamente simples -quase monótona tocada em violões ou violas, que invariavelmente denotam um uso excessivo. Abordagem O repentista não pede autorização para começar seu show; aproxima-se da barraca e começa cantar. Ao fazê-lo apontará ao integrante da plateia ao qual se referem seus comentários e dirá algo elogiando alguma qualidade, real ou suposta, do turista. Junto parte do artigo descrito em: http://www.infonet.com.br/versoseviola/cantoria.htm#topo A poesia, atravessando a fase colonial, veio alcançar seu apogeu na pequena Paraíba de Augusto dos Anjos e de José Américo, pois quiseram as divindades do Olimpo que, naquele torrão, bendito pelas sacrossantas musas di longinquo Parnaso, nasceram os maiores cantadores que tem notícia na história do folclore nacional. "No Nordeste, os jesuítas catequizavam por meio da poesia por ficar mais fácil de conservar a mensagem na memória, seguindo assim o estilo da Grécia Antiga". Ninguém melhor do que o cantador, pode sentir a variedade de quadros de que o cotidiano nos apresenta. Traz dos sertões para as cidades o retrato da natureza, na sua expressão criadora, bem como o do rigor que castiga dentro de suas leis imutáveis. No entender de alguns estudiosos (intelectuais) o cantador tem uma imagem completamente distorcida da sua formação verdadeira. Isto porque já foi registrada a presença de cantadores caracterizados de vaqueiros, por incumbência de pessoas que fazem folclore com pouca profundidade no assunto. Então havemos de concluir que o cantador, o legítimo repentista, e o mais feliz dos imortais, porque seu mundo não é o da maldade, não é do egoísmo, e, sim, o doce paraíso das imaginações criadoras. Citaremos a sábia e patriótica expressão de Antônio Girão Barroso, conhecido escritor cearense: "Ai do país que abandona as raízes da cultura". A cantoria de versos* improvisados ao som da viola é uma arte que floresceu no meio rural do Nordeste, especialmente no sertão, e que só aos poucos vem conquistando público das grandes cidades. A razão principal desse fato e possivelmente, o número crescente de pessoas que se deslocam do interior para as metrópoles em busca de melhores condições de vida, e levando consigo hábitos culturais profundamente enraizados. "No começo deste século, a figura tradicional do cantador era a do indivíduo de inteligência aguda, escassas condições financeiras, muitas vezes analfabetos ou pouco letrados, cantando de feira em feira seus versos* geniais que garantiam a própria subsistência". Embora o tema - nomes e datas fundamentais em torno dos poetas populares no Nordeste - já tenha sido rastreado por numerosos autores, vamos resumir o que Atila de Almeida condensou, a propósito, em recente ensaio intitulado "Requiem para a Literatura Popular em verso*, também dita de cordel", in "Correio das Artes", João Pessoa, 01.08.1982. "1830 é considerado, historicamente, o ponto de partida da poesia popular nordestina. Em torno dessa data nasceram Urgulino do Sabugi - o primeiro cantador que se conhece - seu irmão Nicandro, ambos filhos de Agostinho da Costa, o Pai da Poesia Popular". Nascidos na Serra do Teixeira (PB), entre l840 e 1850, foram seus contemporâneos os poetas Germano da Lagoa, Romano da mãe D'Agua e Silvino Pirauá. E já contemporâneos destes, Manoel Caetano e Manoel cabeleira. São os mais antigos cantadores conhecidos, todos chegando a década que se iniciou em 1890. A década que começou em 1860 viu nascer grandes nomes, como João Benedito, José Duda e Leandro Gomes de Barros. Mais adiante, na década que se iniciou em 1880, nasceram Firmino Teixeira do Amaral, João Martins de Ataíde, Francisco das Chagas Batista e Antônio Batista Guedes. Diferente do que acontecia em qualquer parte do Brasil, sabe-se que no Nordeste, o cantador independia de acompanhamento. No fim de cada pé, terminando-se cada linha do verso*, dava um arpejo na viola ou rebeca. Entre um verso*(estrofe*) e o seguinte, entoado pelo antagonista executava-se algum trecho musical, alguns comparsos. "Os velhos cantadores do Sertão Nordestino do Brasil só tocavam as violas ou soavam os pandeiros nos intervalos dos cantos. Desafio* simultaneamente acompanhado da viola é posterior a 1920 " . " Nossos repentistas, cantadores e poetas populares, foram, no entanto, até cerca de 1920 ou de 1930, uma expressão de intelectuais dos sítios, das fazendas, das vizinhanças, do mundo em que vivera. Os desafio*s dos violeiros são tão velhos quanto o mundo" . A viola, como as demais criações do homem, tem sua presença marcante desde sua criação, até os dias atuais. A viola é um instrumento de caráter onomatopáico*, embora haja quem lhe atribua origem germânica. É a designação genérica de uma família de instrumentos de corda, tocados com arco de crina, produzindo som mais melancólico, menos claro e de timbre nasal. O primeiro instrumento do cantador sertanejo parece ter sido a viola, menor que o violão (guitarra espanhola), do qual não há notícia, entre nós, antes do Sec. XVIII. A viola de pinho, viola de arame, com 5 ou 6 cordas duplas, é citada entre outros aqui, pelo Padre Fernão Cardim. Antigamente, depois de cada vitória o cantador amarrava uma fita colorida em suas cravelhas*. Entre os poetas populares, ainda preserva-se algumas supertições quanto ao uso da viola. Diz-se que esse instrumento sofre a influência da lua. Na lua nova e na força da lua não se guarda viola afinada, porque ela pode ficar corcunda, entortar e rebentar as cordas. Madeira para viola deve ser cortada nos meses que não tem "r": maio, junho, julho e agosto, e na minguante, para nunca apanhar caruncho*. Há um certo consenso entre os cantadores, que o repentista que se preza não carrega viola debaixo do braço, e sim, na mão, segurando-a pelo braço. A viola é uma mulher e quem sai com ela na rua, a leva de braço dado. A axila é lugar de escorar a muleta e não a viola, que carregada debaixo do braço fica reumática, não afina mais, fica mancando das cordas. Na continuação iremos até ao 4º e final sobre este tema, bem bonito, em que fui desafiado, por uma Cabra da Peste. I Se continuas a SAGA, II A saga de todos nós Vos deixo apontamentos…. São artista de mão cheia Eu a dar em poeta!… Ena!..., agora é que foi de vez … pirei... Para escrever este ‘post’ me socorri da Net e dos seus motores de busca em especial do Google. A um caderno de cordel de J.Borges “Dicionário dos Sonhos e outras histórias de cordel”, oferta de um Pernambucano de Caruarú, Fábio Mário a fazer mestrado na Universidade de Évora em Literatura Lusófona. A Lana Lacerda de Lima, Médica em Pau de Ferros cidade do interior do Rio Grande do Norte, que me ofereceu “ PAPO JERIMUM” dicionário rimado de termos populares de Cleudo Freire, para eu poder entender ‘direitinho’ o Nordestino. Crescer, desenvolver é disarná E Dilma Damasceno , “lendo, escrevendo, fantasiando, e me cercando de natureza. Converso com meus animais de estimação, converso com familiares e amigos, trabalho bastante, e assim, a vida vai passando, quase sem doer! Mas, como sou humana, às vezes me encolho num casulo. Então, penso, repenso, e quando ouso sair e voar, na "imaginação" realizo meus sonhos remanescentes, de forma plena e delirante! Prefiro continuar assim! Em verdade, já me acostumei com essa liberdade de ser só”, Ilustre Advogada em Natal, capital do rio Grande do Norte. A grande amiga que me tem iniciado noutra visão do Brasil e em especial do seu querido Nordeste. (http://dd-vivendo-e-aprendendo.spaces.live.com/). clik aqui para abrir o Link da canção Já só falta a parte 4... é já a seguir... O Cordel Alentejano... tambem existe?... 11/2/2006 Vivências(2)...Continuação ... e no arregaçar das mangas...Figuras do Trovadoresco galaico-português
Ainda que seja coerente a afirmação de que quem tocava e cantava as poesias eram os jograis, é muito possível que a maioria dos trovadores interpretasse igualmente as suas próprias composições. As cantigas, primeiramente destinadas ao canto, foram depois manuscritas e coleccionadas nos chamados Cancioneiros (livros que reuniam grande número de trovas). São conhecidos três Cancioneiros galaico-portugueses: o "Cancioneiro da Ajuda", o "Cancioneiro da Biblioteca Nacional de Lisboa" e o "Cancioneiro da Vaticana". Segréis, também nobres, mas que dispunham de poucos recursos, sendo por isso obrigados a lançar mão da poesia e da música como meio de subsistência.
Jogral, na lírica medieval, era o artista profissional, de origem popular (vilão, ou seja, não pertencendo à nobreza), que geralmente cantava ou tocava instrumentos musicais, como o alaúde ou a cítola. Alguns jograis compunham também as suas próprias melodias e poemas. Soldadeiras, cantoras e dançarinas que se exibiam nas apresentações de Jograis. Cantigas de Amor: Neste tipo de cantiga, originária da Provença, no sul de França, o eu-lírico, masculino, canta as qualidades de seu amor, a "senhora", a quem ele trata como superior (para ele, ela é a suserana e ele, o vassalo, reproduzindo, portanto, o sistema hierárquico feudal). Ele canta a dor de amar e não ser correspondido (chamada de coita), e é a sua amada a quem ele se submete e "presta serviço", e, por isso, espera benefício (referido como o bem nas trovas). Cantigas de Escárnio: Na cantiga de escárnio, o eu-lírico faz uma sátira a alguma pessoa. Essa sátira era indirecta, cheia de duplos sentidos. As cantigas de escárnio (ou "de escarnho", na grafia da época) definem-se, pois, como sendo aquelas feitas pelos trovadores para dizer mal de alguém, por meio de ambiguidades, trocadilhos e jogos semânticos, num processo que os trovadores chamavam "equívoco". O cómico que caracteriza essas cantigas é predominantemente verbal, dependente, portanto, do emprego de recursos retóricos. A cantiga de escárnio exigindo unicamente a alusão indirecta e velada, para que o destinatário não seja reconhecido, estimula a imaginação do poeta e sugere-lhe uma expressão irónica, embora, por vezes, bastante mordaz Cantigas de Maldizer: Ao contrário da cantiga de escárnio, a cantiga de maldizer traz uma sátira directa e sem duplos sentidos. É comum a agressão verbal à pessoa satirizada, e muitas vezes, são utilizados até palavrões. O nome da pessoa satirizada pode ou não ser revelado Mas o que de momento nos interessa, são os Jograis… esses sim que ainda hoje existem, quer em Portugal quer no Brasil. O JOGRAL É um Intérprete cultural em vias de extinção Nasceram em tempos medievos estes intérpretes culturais que resistiram durante séculos ao avanço do conhecimento das artes e das letras e hoje, estão em vias de extinção, mercê dos seus poucos seguidores. Os que restam deste género artístico – a cultura jogralesca – são animais raros neste render de século. Os jograis de antanho foram meios de comunicação privilegiados, amados e odiados, protegidos e acusados, defendidos e espoliados, conforme o teor e o alvo das sátiras – ora burlescos e anedóticos, ora subtis e espirituosos, ora mordazes e satíricos, os jograis não poupavam ninguém, citando, dançando, dizendo, cantando, cabriolando, ridicularizando.
Os primeiros jograis de que reza a história são anteriores à fundação de Portugal. Como veículos de cultura, quer palaciana, quer popular, tiveram influência da Provença, e ainda de Castela e Leão, cujas cortes eram procuradas e onde faziam poiso habitual. Como cavaleiros errantes que eram, formavam uma confraria migratória – qual "república" em tempo de monarquia – viajando de corte em corte, por toda a península, que sempre foi a grande pátria dos jograis e trovadores galaico-portugueses. Com D. Afonso Henriques, foi Guimarães capital administrativa, para mais tarde se assumir também como capital jogralesca. Com a Igreja, rivalizaram protagonismos de comunicação, em lados opostos, com percursos e mensagens diferentes, por razões óbvias e demasiado evidentes. Aliás, a Igreja nunca aceitou a cultura jogralesca da idade média, chegando a considerar os jograis como "filhos do demónio", mercê de uma certa impotência em fazer calar aquelas vozes dissonantes, por incómodas, de algumas verdades que só eles tinham a coragem de dizer. Daí que, em tempo de procissões, só actuavam no fim das mesmas, tendo mesmo alguns jograis da época, apesar de mais ilustrados que muitos nobres e alguns clérigos, sido alvo do castigo da excomunhão. Tinham os jograis ao tempo, uma reconhecida e permitida liberdade de expressão, bem à margem dos padrões convencionais da época, embora considerados na hierarquia como "vilões" pagos a soldo. Era normal a vida dupla que viviam muitas vezes - a vida da corte, convivendo com reis, fidalgos e cortesãs, quantas vezes à margem das convenções ditas decentes, sendo protagonistas directos em orgias e escândalos – e a vida mundana e marginal, deambulando por ruas e tabernas, bordéis e estalagens, convivendo amiúde com vagabundos, soldadesca e meretrizes. As cantigas de escárnio, muitas vezes mimadas e musicadas, eram as armas escolhidas para os duelos que travavam contra reis e cavaleiros, nobres e fidalgos, clérigos e meirinhos, juízes e físicos, freiras e abadessas, cuja vida devassavam a verdadeiro fio de espada.
Foram odiados, tolerados e protegidos por reis e nobres, que os espoliaram e expulsaram, mas também lhes outorgaram privilégios e riquezas. D. Dinis foi o monarca português que mais protegeu os jograis – esse rei poeta que também escreveu cantigas de amigo – o primeiro rei culto da história do país, interessado nas artes e nas letras, desde cedo, influenciado por sua mãe, a Condessa de Bolonha, e mais tarde apoiado por sua mulher, a Rainha Isabel, que nutria respeito e admiração pela arte jogralesca e trovadoresca. Neste reinado, a par de outros acontecimentos marcantes na vida deste novo país, dois fizeram história:
Algumas vezes comedidos, muitas e muitas mais sem tento na língua, autênticos arautos de profecias, de boas-novas e desgraças, os jograis tiveram, através dos séculos, o raro condão de se manterem iguais a si próprios.
Parentes próximos dos jograis da idade média, mas vivendo uma realidade de séculos já passados, são um pouco a imagem dessa viagem no tempo, os Jograis de hoje, porque continuam iguais a si próprio, tal como em tempos idos. Cantam o povo, os poetas, a cidade. Pelejam com as armas da subtileza e da ironia. Correram o país, passaram pelas rádios, têm honras de vedetas da televisão. Os Jograis Já fizeram grande história nos saraus de D. Dinis E o seu encanto quis Que ficassem na memória Hoje um dia já diferentes Ainda dão à poesia A vida que ela merece Rogando agora uma prece Que ela não morra é o que queria Que não acabe De quem ela goste Porque no país já fez história De Camões a Pessoa Que ela sempre fique na memória
Cantiga de Amigo escrita por D. Dinis
Em português arcaicoAy flores, ay flores do uerde pyno, se sabedes nouas do meu amigo ! Ay Deus, e hu é ? Ay flores, ay flores do uerde ramo, se sabedes nouas do meu amado ! Ay Deus, e hu é ? Se sabedes nouas do meu amigo ! aquel que metiu do que pos comigo ! Ay Deus, e hu é ? Se sabedes nouas do meu amado, aquel que metiu do que mh á jurado ? Ay Deus, e hu é ? Vos me preguntades polo uoss’amado, e eu be uos digo que é san’ e uiuo Ay Deus, e hu é ? Vos me preguntades pólo uosso’amado, e eu be uos digo que é uiu’ e sano Ay Deus, e hu é ? E eu be uos digo que é san’ e uyuo, e seera uosc’ ant’ o prazo saydo; Ay Deus, e hu é ? Tradução dos versos acima
Na lírica galaico-portuguesa destacam-se: Trovadores
Outros trovadores:
Este título de vivências, agora não condiz, mas como foi uma vivência a origem e estou na continuação do post… aqui fica para quem inicia a leitura … a devida correcção. 10/30/2006 Vivências (1)Recuar no tempo … para me recordar da lenga lenga de cordel e da cançoneta a condizer, tenho de recuar no tempo, 50 anos… estou com 5 anos de idade o meu irmão tem 3, estamos no mercado abastecedor de frescos da cidade de Évora, entalado entre o Jardim Público e o Regimento de Artilharia Nº 3, hoje um pólo da Universidade. Junto ao grande portão verde, que dá entrada para a zona das bancas das hortaliças e dos talhos, está a banca dos bolos… aqueles bolos de mel que minha mãe compra e leva para casa (passaram 50 anos e é como se fosse o momento, tal é o cheiro e o sabor do bolo… a memória é um espectáculo), ao lado está uma mulher vendendo brinquedos, automóveis feitos em lata, pombinhas de madeira com umas rodinhas que quando puxadas dá ás asas e umas grandes camionetas de madeira… coisa certa, ninguém dali arreda pé, enquanto duas camionetas não vierem debaixo dos braços dos manos...dito e feito…mas fiquei embasbacado…com o casal que estava junto ao portão, onde todos tinham de passar… um homem vestido de negro, camisa, casaco e até um grande chapéu era preto, estava sentado num banco, de perna trocada, com uma viola nos braços, a seu lado, uma mulher forte, grande, de cara vermelha e cabelo comprido, encaracolado e ruivo, vestia um vestido branco sarapintado de flores azuis e amarelas a voz dela era rouca… contava a história de uma moça que se tinha encantado por um homem, ela tinha fugido de casa, mas o pai (dela) foi ao seu encontro e ela e o seu amor morrem de morte-matada. Depois a Mulher cantou uma lenga lenga dessa história enquanto era acompanhada pelo homem que ia dedilhando a viola…no fim vinha ter com o povo que ficava ouvindo a cantadeira e vendia uns folhetos com algumas ilustrações e as quadras que tinha cantado... eu gostei daquilo… mas das muitas vezes que voltei ao mercado, nunca mais ouvi cantar as lengas lengas… um dia, já casado e na feira de Barcelos, voltei a encontrar uma cantadeira com um tocador, desta vez de concertina, mas aí, já sabia na presença do que estava… e até me dei ao luxo de explicar à Rosa, como eram os versos, que iam das quadras ás decimas… e que aquilo era o que se chama literatura de cordel… o porquê do nome…e quais as raízes das cantilenas… (um dias destes escrevo aqui sobre as “cantigas de amor e mal dizer” em que um dos expoentes, foi o nosso rei D. Dinis (cantigas Provençais). Porque recuei até á minha infância… por me recordar das compras no mercado, dos brinquedos, das gentes daquele tempo… das vizinhas da casa dos meus pais… dos amiguinhos da rua, do primeiro dia de escola… até, do meu primeiro cão, um Setter de nome ‘Dike’…Porquê? Porque uma amiga ( Dilma Damasceno ) tem um espaço (http://dd-vivendo-e-aprendendo.spaces.live.com/) e de muito escrever e se esforçar para dar conhecimento a alguns gentios, do abundante cancioneiro ‘cordelista’ e de seus autores e ao mandar por e-mail, uma parte falada (cantada) dessa riqueza folclórica da sua Região … aí me vieram as recordações da infância… onde nas feiras, eu encontrava essas cantadeiras descrevendo as aventuras ou desventuras de alguém. (Nada mais disto se encontra por aqui) … e por um Pernambucano me dar de presente um livrinho dessa literatura de cordel de um tal J.Borges, nascido em 1935, Pernambucano, do município de Bezerros, que na sua carreira de Repentista já criou mais de 400 cordeis, sendo ele próprio o ilustrador com xilogravuras por si criadas e como o próprio diz:
A literatura de cordel é um tipo de poesia popular, originalmente oral, e depois impressa em folhetos rústicos expostos para venda pendurados em cordas ou cordéis, o que deu origem ao nome. São escritos em forma rimada e alguns poemas são ilustrados com xilogravuras, o mesmo estilo de gravura usado nas capas. As estrofes mais comuns são as de dez, oito ou seis versos. Os autores, ou cordelistas, recitam esses versos de forma melodiosa e cadenciada, acompanhados de viola. ORIGEM DA CANTORIA, CANTADOR E DA VIOLA A nossa poesia popular floresceu em Provença, sul da Franca, no Século XI, através dos trovadores Regreis e Jograis. Na Espanha a poesia floresceu através dos palacianos. Foi em Homero, maior dos rapsodos, cantando as façanhas de Ulisses diante de Circe e do gigante Polifemo, que Virgílio encontrou a fonte inspiradora para a realização de sua obra monumental. Eram os trovadores da Provença, que levaram a alegria aos senhores feudais, enclausurados nos seus castelos de guerra. Enfim, foi Dom Diniz, maior monarca da Dinastia de Borgonha, que se proclamou discípulo dos provinciais, em suas cantigas de amigo e de amor. Todavia, ninguém melhor do que o poeta António Ferreira, de Portugal, falou de sua grandeza, quando disse: Regeu, edificou, lavrou, venceu, honrou as musas, poetou e leu". A fusão da poesia local portuguesa com a poesia dos Trovadores Jograis de Provença fez surgir novas formas poéticas de linguagem de seus famosos poetas: João Soares de Paiva, Paio Soares de Traveiros e outros. "Mas, coube ao Brasil o privilégio do aparecimento do legítimo cantador de Viola, com Gregório de Matos Guerra, que deixava a Universidade de Coimbra fazendo verso* de protesto a direcção daquele estabelecimento de ensino. Nascido na Bahia, no Sec. XVII e o primeiro doutor brasileiro. Seguido pelo Padre Domingos caldas Barbosa. As Decimas... muito usadas no Alentejo pelas gentes trabalhadoras do campo Mote Homens de alta competência I II III IV Sebastião Perdigão, No começo deste século, a figura tradicional do cantador era a do indivíduo de inteligência aguda, escassas condições financeiras, muitas vezes analfabetos ou pouco letrados, cantando de feira em feira seus versos ‘ geniais que garantiam a própria subsistência’. E que improvisava ao som da viola. Tambem se encontra no fado... O fado da Severa Letra e Música: Sousa do Casacão - 184?
Chorai, fadistas, chorai, Morreu, já faz hoje um ano, O Conde de Vimioso Corre à sua sepultura, Lá nesse reino celeste Até o próprio S. Pedro, Ponde nos braços da banza Chorai, fadistas, chorai, http://www.aminharadio.com/radio/cantores_radio/musica/fado_da_cigana.wma http://www.aminharadio.com/radio/cantores_radio/musica/fado_da_tendinha.wma e do Brasil http://www.aminharadio.com/radio/cantores_radio/mu... http://www.aminharadio.com/radio/cantores_radio/musica/rei_do_gatilho.wma A saga vai continuar........ já que arregacei as mangas.... 10/24/2006 ...
"Jardins Proibidos"
Quando amanheces, logo no ar,
10/10/2006 Prazer de ter amigos.Amigos Virtuais, num Meio Real Semana rica em surpresas, pois tive a o prazer de ter em minha casa amigos de outro País, mais propriamente amigos Brasileiros. Um casal de Cearenses e um Pernambucano. Fábio, um Pernambucano de Caruáru a tirar mestrado na Universidade de Évora que ficou acantonado, cá por casa. É louco por Florbela Espanca, já correu Seca e Meca, nesta Cidade, tentando encontrar alguma novidade, ainda não desbravada sobre a Poetisa de
Moço culto, simpático e demonstrando grande força de vontade, para atingir os objectivos a que se propôs, todos estamos fazendo grande força, para que assim seja. A Glaucy e o Alex, simpático casal que nos veio visitar e conhecer Évora.
Alex moço, bastante simpático com uma forma de ver a vida muito própria, tomando o velho conceito de cautelas e caldos de galinha, não fazem mal a ninguém, um dos expoentes da sua filosofia, mostrando ser bastante simpático, e amigo do seu amigo. Mas vieram para conhecer Évora e estes amigos Alentejanos, que tiveram o prazer de os receber. Resolve-mos passear sempre a pé , que por aqui ainda é a melhor maneira de circular e de ir de um ponto ao outro. Os dias estiveram quentes, o que ajudou a algum cansaço no calcorrear, nas pedras da calçada, na subida e descida das ladeiras, para aqueles menos dados a caminhar, não se livraram de umas pequenas dores nos calcanhares e gémeos, foi vê-los derreados ao final do dia. Iniciamos os três dias de visitas ao centro da cidade, subindo a Rua da Lagoa, iniciando a subida, bem junto ao Convento do Calvário.
Paragem obrigatória na visita à Cidade, são um
Na foto ao lado, tirada na base do Templo Romano, Rosa, Carlos e Glaucy, que não desistiu enquanto não satisfiza vontade de tirar uma foto...eu que até sou um pouco avesso em ficar em fotografia... Não perguntem que nem eu sei. Daqui foi o grupinho ver o Jardim Diana, onde se pode ter uma vista panorâmica da cidade e seguimos , pelas vielas das traseiras da Sé até ás Portas da Moura onde se sucedeu mais um lote de fotografias , Demos corda aos patins que já se fazia tarde e contornando as muralhas, nos fomos chegando até casa, para retemperarmos forças para mais dois dias. Pois os dias seguintes estavam reservados, para se verem museus, Igrejas, Conventos, até a celebre Capela dos Ossos esteve incluida no roteiro e esplanadas para se tomar o pulso ao movimento das gentes na cidade. E assim se chegou a sábado, dia de partida do casalinho de Fortaleza. No almoço de despedida, uma feijoada, à "Carlos", devidamente regada com um Redondo "Porta da Ravessa", com uma sobremesa muito Brasileira , criação da Glaucy... e se brindou com um Porto Vintage á saúde dos presentes, e à realização dos anseios, dos convivas presentes, com os votos de nos voltármos a encontrar aqui ou além-mar.
Cá vos espero novamente, quando assim o desejarem...até lá obrigado pela vossa visita.
Évora!...O teu olhar...o teu perfil... Está se formando um novo paradigma para a amizade. Novas formas de contacto humano que vão além do contacto cara a cara. Claro que sempre existiram os que trocavam correspondências, mas nunca tantos ao mesmo tempo e em situações tão diferentes. Quando estamos nos comunicando pela Internet, seja por e-mails, blogs, programas de mensagem instantânea, sala de bate papo... o meio é virtual, mas não as pessoas com quem estamos nos comunicando. Portanto, essas amizades que travamos aqui são muito reais. Vocês podem perguntar se não é uma amizade na qual conhecemos da outra pessoa apenas o que ela quer nos mostrar... mas, realmente, o quanto sabemos dos nossos amigos que conhecemos "ao vivo"? quantas vezes não acontece de nos supreendermos com os nossos melhores e mais íntimos amigos? Sejam felizes. (Poemas de Florbela Espanca) |
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