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Alentejano e EborenseMas eu sempre fui assim...Um Boémio,Sonhador,pela vida Apaixonado
4/16/2007 Jogo de SonetosSe tu viesses ver-me hoje à tardinhaA essa hora dos mágicos cansaços, Quando a noite de manso se avizinha, E me prendesses toda nos teus braços... Quando me lembra: esse sabor que tinha A tua boca... o eco dos teus passos... O teu riso de fonte... os teus abraços... Os teus beijos... a tua mão na minha... Se tu viesses quando, linda e louca, Traça as linhas dulcíssimas dum beijo E é de seda vermelha e canta e ri E é como um cravo ao sol a minha boca... Quando os olhos se me cerram de desejo... E os meus braços se estendem para ti... Florbela Espanca Tarde de mais... Quando chegaste enfim, para te ver Abriu-se a noite em mágico luar; E para o som de teus passos conhecer Pôs-se o silêncio, em volta, a escutar... Chegaste, enfim! Milagre de endoidar! Viu-se nessa hora o que não pode ser: Em plena noite, a noite iluminar E as pedras do caminho florescer! Beijando a areia de oiro dos desertos Procurara-te em vão! Braços abertos, Pés nus, olhos a rir, a boca em flor! E há cem anos que eu era nova e linda!... E a minha boca morta grita ainda: Porque chegaste tarde, ó meu Amor?!... Florbela Espanca 4/7/2007 Feliz Páscoa
Feliz Páscoa Tradição de dar ovo tem milénios (mas antes o ovo era de galinha mesmo) O Coelho representa da fertilidade O Ovo simboliza o início da vida
Agradeça aos confeiteiros franceses o ovo que você come na Páscoa hoje feito de chocolate. Caso contrário, você ganharia um belíssimo ovo de galinha para celebrar a data. Na Ucrânia, por exemplo, centenas de anos antes de era cristã já se trocavam ovos pintados com motivos de natureza - eles têm até nome, pêssanka - em celebração à chegada da primavera. Para deixá-los coloridos, cozinhavam-nos com beterrabas. Na época, pintavam os ovos (geralmente de galinha, gansa ou codorna) com imagens de figuras religiosas, como o próprio Jesus e sua mãe, Maria. Surgido por volta de 1500 a.C., na região do golfo do México, o chocolate era considerado sagrado pelas civilizações Maias e Astecas. A imagem do coelho apareceu na mesma época, associada à criação por causa de sua grande prole 2/14/2007 Silêncio e tanta gente......Às vezes é no meio do silêncio
Que descubro o amor em teu olhar É uma pedra Ou um grito Que nasce em qualquer lugar Às vezes é no meio de tanta gente Que descubro afinal aquilo que sou Sou um grito Ou sou uma pedra De um lugar onde não estou Às vezes sou também O tempo que tarda em passar E aquilo em que ninguém quer acreditar Às vezes sou também Um sim alegre Ou um triste não E troco a minha vida por um dia de ilusão E troco a minha vida por um dia de ilusão Às vezes é no meio do silêncio Que descubro as palavras por dizer É uma pedra Ou um grito De um amor por acontecer Às vezes é no meio de tanta gente Que descubro afinal p'ra onde vou E esta pedra E este grito São a história d'aquilo que sou Letra, Música - Maria Guinot 2/13/2007 Oh!...Gente da minha terra - MarizaLetra de Amália Rodrigues
Musica de Tiago Machado Ó Gente da minha Terra Agora é que eu percebi Esta tristeza que trago Foi de vós que recebi É meu e vosso este fado Destino que nos amarra Por mais que seja negado Ás cordas de uma guitarra Sempre que se ouve um gemido Duma guitarra a cantar Fica-se logo perdido Com vontade de chorar E pareceria ternura Se eu me deixasse embalar Era maior a amargura Menos triste o meu cantar 1/28/2007 As origens da língua Portuguesa...(1)
Não veja isto como um tratado da origem da língua Portuguesa… diria antes, que é um apanhado de um arrazoado de visitas a páginas da Web, encontradas aqui e ali e recordações de estudo com mais de 40 anos. Tenho a esclarecer e antes de julgar este trabalho, que este seu amigo, é mais da área das ciências, que das letras, gosta bastante de leitura, mas é pelo prazer do prazer, assim sendo e depois deste intróito de justificação, aqui vai, a minha pequena contribuição, para se entender a origem do falar e escrever Português. Escrevi, no meu espaço em Figuras do Trovadoresco galaico-português alguma matéria que pode completar este tema.( http://webintercam.spaces.live.com/blog/cns!185B8A0F5289E719!1386.entry) As Origens
O Indo-europeu é uma ampla família linguística que engloba a maior parte das línguas europeias antigas e actuais. Tem este nome porque corresponde à região geográfica que se estende da Europa e Irão até a Índia setentrional. São cerca de 450 línguas, faladas actualmente por três biliões de pessoas. Há muito tempo que se tem consciência da semelhança impressionante entre certas línguas. No final do século XVIII, alguns linguistas começaram a dar-se conta de que algumas línguas antigas da Europa e da Ásia, nomeadamente o latim, o grego e o sânscrito apresentavam semelhanças tão notáveis em suas gramáticas que indicavam a existência de uma origem comum. Essa célebre observação, feita em 1786 por Sir William Jones, marca o início do reconhecimento oficial do indo-europeu como uma família linguística. Logo ficou claro que o gótico (e as outras línguas germânicas), o persa antigo (e as outras línguas iranianas) e as línguas célticas também tinham origem comum, assim como as línguas eslavas, o albanês e o arménio. Um século mais tarde, textos escritos em várias línguas, há muito extintas, foram desenterrados na Anatólia e na Ásia Central. Depois de decifrados esses documentos, provou-se que haviam sido escritos em antigas línguas indo-europeias: o hitita (e algumas outras línguas da Anatólia), no primeiro caso, e o tocariano no segundo. Umas poucas outras antigas línguas indo-europeias foram descobertas em inscrições, mas são tão precariamente documentadas que pouco é possível saber a seu respeito.
As línguas românicas ou línguas latinas são um grupo de idiomas proveniente da família mais vasta das línguas indo-europeias, que se originaram a partir da evolução do latim (especificamente, do latim vulgar falado pelas classes populares). Actualmente, são constituídas pelos seguintes idiomas principais, também conhecidos como línguas neolatinas: português, espanhol, catalão, italiano, francês e romeno. Há também uma grande quantidade de idiomas usados por um menor número de falantes, como o galego, o occitano (de Provença, França), o sardo e o romanche, uma das línguas oficiais da Suíça; e dialectos (aragonês, asturiano, valenciano, e muitos outros espalhados pela Europa Central e pela América Latina). Distribuição geográficaLegenda: laranja-português; verde-espanhol; azul-francês; amarelo-italiano; vermelho-romeno (cores escuras indicam língua oficial; cores claras, língua de uso comum). Além de serem faladas em várias regiões da Europa, as línguas românicas são-no, igualmente, em diversos países de outros continentes, como nas Américas (principalmente na América Latina e Canadá, em Québec), África e Ásia. Devido à semelhança entre estes idiomas e na tentativa de promover e assegurar o plurilinguismo e o multiculturalismo da Europa, foram desenvolvidos, com o apoio da União Europeia, vários projectos interuniversitáios: · EuRom4 · Galatea (http://www.u-grenoble3.fr/galatea/recherche.htm) · Galanet (http://www.galanet.be) · EuroComRom (http://www.eurocom-frankfurt.de/language.htm) · Lalita (http://www.ciid.it/lalita/) O conceito que se encontra na base destes projectos é o de intercompreensão. Exemplos para compararO artigo 1º da Declaração Universal dos Direitos Humanos em várias línguas neo-latinas: Latim: OMNES HOMINES LIBERI ÆQVIQVE DIGNITATE ATQVE IVRIBVS NASCVNTVR. RATIONE CONSCIENTIAQVE PRÆDITI SUNT ET ALII ERGA ALIOS CVM FRATERNITATE SE GERERE DEBENT. Castelhano ou espanhol: Todos los seres humanos nacen libres e iguales en dignidad y derechos y, dotados como están de razón y conciencia, deben comportarse fraternalmente los unos con los otros. Aragonês: Toz os sers umanos naxen libres y iguals en dinnidá y dreitos. Adotatos de razón y conzenzia, deben comportar-sen fraternalmén unos con atros. Asturiano: Tolos seres humanos nacen llibres y iguales en dignidá y drechos y, pola mor de la razón y la conciencia de so, han comportase hermaniblemente los unos colos otros. Auvernês (noroccitano): Ta la proussouna neisson lieura moé parira pà dïnessà mai dret. Son charjada de razou moé de cousiensà mai lhu fau arjî entremeî lha bei n'eime de freiressà. Catalão: Tots els éssers humans neixen lliures i iguals en dignitat i en drets. Són dotats de raó i de consciència, i els cal mantenir-se entre ells amb esperit de fraternitat. Corso: Nascinu tutti l'omi libari è pari di dignità è di diritti. Pussedinu a raghjoni è a cuscenza è li tocca ad agiscia trà elli di modu fraternu. Francês: Tous les êtres humains naissent libres et égaux en dignité et en droits. Ils sont doués de raison et de conscience et doivent agir les uns envers les autres dans un esprit de fraternité. Friulano: Ducj i oms a nassin libars e compagns come dignitât e derits. A an sintiment e cussience e bisugne che si tratin un culaltri come fradis. Galego: Tódolos seres humanos nacen libres e iguais en dignidade e dereitos e, dotados como están de razón e conciencia, débense comportar fraternalmente uns cos outros. Italiano: Tutti gli esseri umani nascono liberi ed eguali in dignità e diritti. Essi sono dotati di ragione e di coscienza e devono agire gli uni verso gli altri in spirito di fratellanza. Leonês: Tolos seres humanos nacen llibres y iguales en dinidá y dreitos y, dotaos comu tán de razon y conciencia, débense comportare los unos colos outros dientru d'un espíritu de fraternidá. Occitano: Totes los èssers umans naisson liures e egals en dignitat e en dreches. Són dotats de rason e de consciéncia e se devon comportar los unes amb los autres dins un esperit de fraternitat. Picardo: Tos lès-omes vinèt å monde lîbes èt égåls po çou qu'èst d' leû dignité èt d' leûs dreûts. Leû re°zon èt leû consyince elzî fe°t on d'vwér di s'kidûre inte di zèle come dès frès. Português: Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade. Provençal: Tóuti lis uman naisson libre. Soun egau pèr la digneta e li dre. An tóuti uno resoun e uno counsciènci. Se dèvon teni freirenau lis un 'mé lis autre. Romanche: Tuots umans naschan libers ed eguals in dignità e drets. Els sun dotats cun intellet e conscienza e dessan agir tanter per in uin spiert da fraternità. Romeno: Toate fiinţele umane se nasc libere şi egale în demnitate şi în drepturi. Ei sînt înzestrate cu raţiune şi conştiinţă şi trebuie să se comporte unele faţă de altele în spirit de fraternitate. Sardo: Totu sos èsseres umanos naschint lìberos e eguales in dinnidade e in deretos. Issos tenent sa resone e sa cussèntzia e depent operare s'unu cun s'àteru cun ispìritu de fraternidade. Valão: Tos lès-omes vinèt-st-å monde lîbes, èt so-l'minme pîd po çou qu'ènn'èst d'leu dignité èt d'leus dreûts. I n'sont nin foû rêzon èt-z-ont-i leû consyince po zèls, çou qu'èlzès deût miner a s'kidûre onk' po l'ôte tot come dès frés. Retirado de http://www.geocities.com/linguaeimperii/Hispanic/hispanic_es.html temos então a distribuição linguística na Ibéria.
Celta Galaico | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||